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O assunto energia solar em condomínios já vem sendo discutido há um bom tempo, e não é à toa. Esse tipo de abastecimento tem se mostrado uma maneira muito eficiente não apenas de reduzir custos, como também de trazer uma pegada mais sustentável a quem mora nesses espaços.

Só que, entre gostar da ideia e ver as placas instaladas e funcionando bonitinho no condomínio, há diversas etapas. A instalação depende de assembleia, votação e, se aprovado, ainda precisa conseguir prever uma divisão justa entre todos.

Neste artigo vou te trazer uma visão sobre como a energia solar pode ser aplicada em condomínios, porque é sempre bom entender um pouco sobre um assunto antes de aplicá-lo na prática.

Como funciona a energia solar em condomínios

O funcionamento é relativamente simples: as placas são instaladas em telhados ou lajes de áreas comuns e geram energia para o próprio condomínio. A energia excedente, que não é usada, vai pra rede da distribuidora e vira créditos, que são descontados depois na conta de luz.

Pense nesses créditos como um saldo de energia que fica guardado e você usa nos meses em que o sol não deu conta de gerar a energia suficiente pro consumo. Conforme a Lei nº 14.300/2022, que é o marco legal desse tipo de geração de energia, esses créditos valem por 60 meses. Aqui em Cascavel e Toledo, quem analisa o projeto e libera essa ligação é a Copel.

Os modelos de energia solar em condomínio

Bom, antes do orçamento, é importante saber quais formatos de aplicação da energia solar em condomínios existem, pois cada um muda quem paga e quem economiza.

Energia só para as áreas comuns

Esse costuma ser o formato mais adotado nesses espaços. A energia que é gerada pelas placas abastece os bens coletivos, como elevadores, bombas d’água, portaria, iluminação geral. Essa economia você vai sentir mais no boleto do condomínio.

Energia dividida entre as unidades

Também é possível repassar o excedente dessa energia gerada no condomínio para a conta de luz dos moradores. Para isso, é preciso definir os percentuais previamente, para evitar confusão. Pra isso, claro, é preciso um sistema bem maior e mais espaço para as placas solares.

Placa individual para um apartamento ou casa

Sim, eu sei, muita gente que mora em apartamento se pergunta se pode ter uma placa solar individual. Acontece que o telhado dos blocos é considerado área comum, como deixa claro o artigo 1.331 do Código Civil. Ou seja: você não pode usar aquele espaço pra uso próprio sem autorização expressa do condomínio.

É uma situação semelhante, que já abordamos aqui, de quem quer instalar um carregador de carro elétrico na garagem do condomínio: se você vai usar a estrutura de todos, precisa de aprovação em assembleia. Se seu condomínio for esses condomínios de casas, a situação é diferente, pois geralmente há mais liberdade. Mas sempre consulte a convenção para ter certeza e não fazer um investimento grande pra ter que retirar depois.

Pode instalar energia solar em condomínio?

Sem dúvidas pode. A energia solar em condomínios é permitida por lei. Contudo, como as placas usam áreas comuns, sempre vai ser necessária a aprovação em assembleia. Além disso, é preciso que a distribuidora aprove o projeto antes de colocar ele na prática.

Quem paga a instalação e como a energia é dividida

Na maioria das vezes, a cobrança entra no boleto de condomínio como extra, e costuma ser dividida em parcelas. Alguém pode sugerir o uso do fundo de reserva do condomínio pra cobrir as despesas, mas não é bem assim. Esse fundo de reserva costuma ser usado para emergências, então desabastecer esse depósito pode deixar o condomínio descoberto na hora que algum problema sério acontece. Por isso, a maioria dos condomínios prefere parcelas as obras em chamadas extras.

Energia solar em condomínio vale a pena?

Vale a pena sim, principalmente quando a conta de luz das áreas comuns representa uma fatia bem grande do boleto mensal. E quando os telhados recebem luz solar suficiente para isso, claro. Condomínios com elevadores e bombas d’água costumam ter gastos maiores com energia elétrica e sentem os benefícios semirrápido.

Aqui um ponto importante: o uso de placas solares não zera a conta de luz, ok? Geralmente as distribuidoras cobram um valor mínimo mensal, e a Lei nº 14.300 prevê a cobrança gradual de uma parte da tarifa ligada ao uso da rede. Então não esqueça disso no cálculo.

E, olhando pelo lado de quem compra ou aluga: quem procura um imóvel em condomínio com a Lokatell em Cascavel e Toledo costuma ficar de olho nos valores dos condomínios logo no início, e um valor mais baixo conta muito a favor do imóvel na hora da escolha.

Perguntas frequentes sobre energia solar em condomínio

Separei aqui as respostas curtas para as dúvidas que mais surgem quando o assunto chega à assembleia.

Pode instalar energia solar em condomínio sem aprovação da assembleia?

Não, se as placas forem instaladas em área comum. Os telhados dos blocos e das áreas comuns são de todos os condôminos, e qualquer uso deles depende de aprovação.

Morador de apartamento pode instalar placa solar só para ele?

Só com autorização do condomínio, porque o telhado é bem comum a todos.

Energia solar zera a conta de luz do condomínio?

Não. A distribuidora sempre cobra um valor mínimo, e quem pede a ligação hoje paga, de forma gradual, uma parte da tarifa ligada ao uso da rede. A economia pode ser significativa, mas a conta não chega a zero.

Quem paga a instalação de energia solar no condomínio: proprietário ou inquilino?

O proprietário. A Lei do Inquilinato coloca na conta de quem é dono do imóvel as despesas extraordinárias, que são aquelas fora da manutenção de rotina, e a instalação das placas entra nesse grupo. Já a conta de luz das áreas comuns e a manutenção das placas depois de instaladas são despesas ordinárias, pagas por quem mora no imóvel.

Um passo que pode gerar economia e sustentabilidade

A energia solar em condomínios pode ser um ótimo investimento. Mas, sem dúvidas, ela funciona bem melhor quando a decisão é tomada com números na mesa, e passa por todas as etapas certinhas. Com tudo feito dentro da legalidade, os benefícios logo se sentem e todos ficam felizes – e gastam bem menos no final das contas.

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